Tardes de Abril


* imagem aqui


Nas tardes de abril, tão belas,
enquanto sonho ou medito,
o astro diurno se despede
e os raios últimos, tão tímidos,
desse sol dos mares infinitos
derramam na montanha centelhas
acendendo de vez todas as estrelas,
brancas margaridas bordadas
no manto de azul intenso.

E nesse pélago noturno,
de mistérios em alabastros,
que tanto atrai e fascina
cumprem as estrelas sua sina.
Pressentem o futuro:
um dia foram astros,
compreendem e sabem os amores:
alguma vez já foram flores.

Giulia Dummont


2 comentários:

Nydia Bonetti disse...

Giulia
Também acho lindas as tardes de abril. Como este teu poema, de fazer acender estrelas...
beijo.

Jú Almeida disse...

Querida Giulia...
têm sido, pra mim , todas as tardes, como tardes de abril....
lindas ao ponto de cegar-me.
pode ser o quase amor , que tomou minha razão....ainda não sei.
Estou á espera,sonhadora.
tardes de abril são á todo instante pra mim...
basta eu fechar os olhos.
não sei por que ... nem até onde ou quando....
estou apaixonada.
Agraciada por teu lindo poema,despeço-me,

Um forte abraço.